Músicos angolanos animam show gratuito “Parabéns José Eduardo dos Santos” no domingo, dia 27 - Portal Tudo A Ver

Novidades

Portal Tudo A Ver

O Mundo Da Mídia A Sua Vista

Post Top Ad

Publicite teu negócio aqui | +244 927562797

Post Top Ad

Publicite Aqui

26 agosto 2017

Músicos angolanos animam show gratuito “Parabéns José Eduardo dos Santos” no domingo, dia 27

Por: Vernon De Castro 



Faltando poucos dias para o dia 28 de Agosto, data em que se comemora o aniversário do presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, a Baía de Luanda vai acolher no domingo, dia 27 de Agosto, o show Especial Parabéns José Eduardo dos Santos, para celebrar os 75 anos do arquitecto da Paz, com entrada gratuita.

Para saudar a data, muitas são as actividades que serão realizadas em todo o país e esse espectáculo terá início às 15 horas e contará com as animações de vozes renomadas do mercado nacional, nomeadamente: Anselmo Ralph, Yola Semedo, Yola Araújo, Nagrelha, Pérola, Ary, Matias Damásio, Puto Português, Preto Show, Bambila, Anna Joyce, Edmázia Mayembe, Landrick, TRX, Neru Americano, Lil Saint, Yanick Afroman, Cage One, Mob, Titica, W King e Irmã Sofia.

José Eduardo dos Santos - de nome original José Eduardo Van Dunen [2] (Luanda, 28 de Agosto de 1942)[3] é um político angolano que tem sido Presidente de Angola desde 1979. Como presidente, José Eduardo dos Santos é também o comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) e presidente do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), o partido que tem governado Angola desde que obteve independência em 1975.

A infância 

José Eduardo dos Santos, segundo as fontes oficiais, teria nascido onde hoje é o bairro de Sambizanga em Luanda.[6] Seu local de nascimento é assunto de controvérsia; algumas fontes indicam que ele nasceu em Almeirim (Ilha de São Tomé). É filho de Avelino Eduardo dos Santos, pedreiro, e de sua mulher Jacinta José Paulino, ambos já falecidos.[7] Seus pais eram imigrantes de São Tomé e Príncipe.

Frequentou a escola primária em Luanda onde também fez o ensino secundário no Liceu Salvador Correia[8][9] que hoje se chama Mutu-ya-Kevela.

Carreira militar

Durante os estudos José Eduardo dos Santos juntou-se ao MPLA quando este foi constituído em 1958,[10] o que marcou o começo da sua carreira política.

Após a eclosão, em Luanda, da luta contra o poder colonial português, em 4 de fevereiro de 1961, José Eduardo dos Santos abandonou em Novembro desse mesmo ano Angola, e passou a coordenar na segurança do exílio a atividade da Juventude do MPLA, organismo do qual foi um dos fundadores e durante algum tempo vice-presidente. Eduardo dos Santos partiu para o exílio ao país vizinho República do Congo. Integrou, em 1962, o Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA), braço armado do MPLA, e em 1963 foi o primeiro representante do MPLA em Brazavile, capital da República do Congo. Em Novembro do mesmo ano, beneficiou de uma bolsa de estudo para o Instituto de Petróleo e Gás de Bacu, na antiga União Soviética, tendo-se licenciado em Engenharia de Petróleos em Junho de 1969. 

Ainda na URSS, depois de terminados os estudos superiores, frequentou um curso militar de Telecomunicações. Isso o habilitou a exercer, quando voltou para Angola (em 1970), funções nos Serviços de Telecomunicações na 2ª Região Político-Militar do MPLA, em Cabinda de 1970 a 1974.

Em 1970 Angola ainda era um território Português conhecido como Província Ultramarina de Angola e Eduardo dos Santos desempenhou um papel significativo na luta pela independência de Angola.

Em 1974, foi promovido a sub-comandante do serviço de telecomunicações da segunda região. Ele serviu como representante do MPLA para Jugoslávia, a República Democrática do Congo e a República Popular da China antes de ser eleito para a Comité Central[13] e Politburo do MPLA em Moxico em Setembro 1974.

Percurso político

De 1974 a meados de 1975, José Eduardo dos Santos voltou a desempenhar a função de Representante do MPLA em Brazavile. Em Setembro de 1974, numa reunião realizada no Moxico, foi eleito membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA. Em Junho de 1975, passou a coordenar o Departamento de Relações Exteriores do MPLA e, cumulativamente, também o Departamento de Saúde do MPLA.

Com a proclamação da Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, foi nomeado ministro das Relações Exteriores. Nesta função, ele desempenhou um papel fundamental na obtenção de reconhecimento diplomático para o governo do MPLA em 1975-76. A MPLA tinha o poder em Luanda, porém o novo governo MPLA enfrentava uma Guerra Civil Angolana com as outras formações políticas; a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA). No Primeiro Congresso do MPLA em Dezembro de 1977, Eduardo dos Santos foi reeleito para o Comité Central e o Politburo. Em Dezembro de 1978 foi movido do posto de Vice-Primeiro Ministro para Ministro do Planeamento e Desenvolvimento Económico.

Processo de paz

De 1986 a 1992, José Eduardo dos Santos teve um papel de destaque na solução da crise transfronteiriça entre Angola e a África do Sul, que culminaria no repatriamento do contingente cubano, na independência da Namíbia, e na retirada das tropas sul-africanas de Angola.

Presidente dos Santos é considerado um Chefe de Estado moderado, empenhado em manter a paz no país, continuando o processo de reconstrução política e econômica iniciada por seu antecessor.

O maior problema com qual teve que lidar foi o conflito continuo com seu maior rival e movimento de liberação: a União Nacional para a Integração Total de Angola (UNITA). UNITA, liderada por Jonas Savimbi e apoiada pela África do Sul e os Estados Unidos, nunca totalmente reconheceu a legitimidade do MPLA como o governo no poder em Angola e provocou vários conflitos armados ao longo dos anos para expressar sua oposição, o que resultou em uma guerra civil de 27 anos que devastou o país e os fundos públicos angolanos.

A guerra teve intervenção estrangeira intensa. Devido ao apoio da União Soviética e Cuba, os Estados Unidos e África do Sul apoiaram UNITA como uma forma de limitar a expansão da influência soviética em África.

Com o fim da Guerra Fria e pressionado pela comunidade internacional, mas simultaneamente a braços com dificuldades económicas internos e a continuação de uma guerrilha de desgaste por parte da UNITA, José Eduardo dos Santos procurou uma solução negociada com a UNITA. Impôs a passagem de Angola para um regime democrático que, baseando-se numa constituição adotada em 1992, permitiu o pluralismo político e a economia de mercado.

Em 29 e 30 de setembro de 1992, após 16 anos de conflito, que matou até 300.000 pessoas, foram realizadas eleições em Angola, sob a supervisão das Nações Unidas.

As eleições para a Assembleia Nacional deram a vitória ao MPLA com maioria absoluta. No entanto, nas eleições presidenciais José Eduardo dos Santos não foi eleito na primeira volta, embora tenha conseguido 49.57% dos votos, contra 40.07% de Jonas Savimbi. De acordo com a constituição vigente, uma segunda volta teria sido indispensável, mas a UNITA não reconheceu os resultados eleitorais, retomando de imediato a Guerra Civil Angolana. Um conflito começou, durante o qual ocorreu o Massacre de Outubro, quando centenas de manifestantes UNITA foram mortos pelas forças MPLA em todo o país, retomou-se assim a Guerra Civil Angolana. Deste modo, José Eduardo dos Santos manteve em funções, mesmo sem legitimidade constitucional.

Em 1993 enquanto UNITA recusava-se desistir do território que ganhou através de batalha, os Estados Unidos, envolvidos na resolução de negociações de paz entre os dois partidos e líderes rivais, a fim de elaborar um acordo de partilha de poder decidiu retirar o seu apoio à UNITA e oficialmente reconheceram o governo do MPLA como órgão dirigente oficial de Angola. Dos Santos dirigiu pessoalmente essa intensa atividade diplomática que culminou no reconhecimento do governo angolano pelos Estados Unidos em 19 de Maio de 1993, e a seguir no reconhecimento pela maior parte dos países.

A Guerra Civil Angolana terminou em 2002, com a morte violenta de Jonas Savimbi a 22 de Fevereiro e a assinatura dos acordos de paz no dia 4 de Abril do mesmo ano, nos quais a UNITA desistiu da luta armada, concordando com a desmobilização dos seus 50,000 militares, ou da sua integração nas Forças Armadas Angolanas, chegando-se deste modo a pôr termo a 27 anos da guerra civil. A paz foi declarada oficialmente em 2 de Agosto 2002.

Na sequência desta decisão, o Conselho de Segurança da ONU reabriu o Escritório das Nações Unidas em Angola e autorizou o estabelecimento da Missão das Nações Unidas em Angola (UNMA), destinada a consolidar a paz no país.

Uma vez que continuou a haver, em Cabinda, uma resistência contra a integração daquele enclave no Estado angolano, José Eduardo dos Santos concluiu a 1 de Agosto de 2006 o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação na província de Cabinda formalmente assinado pelo ministro da Administração do Território de Angola, Virgílio de Fontes Pereira, e pelo presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD), general António Bento Bembe, no Salão Nobre da Câmara da cidade de Namibe, na presença de governantes, políticos e diplomatas acreditados na capital angolana, líderes religiosos e tradicionais, para além de representantes da sociedade civil. Este acordo destinou-se a pôr definitivamente fim à luta armada iniciada em 1975 pela FLEC, com o fim de obter a independência de Cabinda.



Post Top Ad

Publicite Aqui